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  Atualmente o mundo está constituído por pessoas violentas, sem nenhuma piedade para com os outros, expectativa de paz para essa sociedade, não sabemos quando, e nem temos previsões.
  A pobreza faz com que a sociedade viva constrangida, sem meios para combater a fome, consequentemente os "marginais" agem com mais agressividade, matando os seres humanos, pelo 'simples' sentimento de mágoa.
  Andar nas ruas em determinado horário se tornou um horror, pela sensação de medo que causa, e infelizmente não podemos fazer nada para a história se reverter.
  Em um próximo milênio, existir um mundo habitado por pessoas civilizadas, será uma esperança nula, já que a tendência é a miséria causar um risco de desespero entre as classes, realidade esta, que está presente na vida de todos - NÓS, os grandes culpados - que não reagimos de forma unida e sem discriminação para uma melhoria geral de nossa sociedade.



A cidadania na Antiguidade

  A sociedade romana discriminava e separava sua população em classes sociais, utilizando assim, a palavra cidadania. Existiam escravos e homsn livros formados pelos pamícios - as famílias mais importantes - e plebeus. Para ocupar cargos políticos existia a distinção entre a cidadania e a cidadania ativa. Somente os cidadãos ativos participavam das atividades políticas, os cidadãos comuns incluindo as mulheres não tinham esse direito.

As Revoluções Burguesas e Cidadania

  Por volta de 1688 e 1689 aconteceram as revoluções burguesas na Inglaterra, causadas pela insatisfação dos burgueses em relação aos seus direitos políticos que eram bastante privados em relação aos nobres e ao rei que detinha poder absoluto. Esse período foi denominado absolutismo. Os burgueses passaram então a dominar o Parlamento e com o passar dos anos, criaram um novo Estado, denominado Estados Unidos da América em 1787.
  Dois anos após, ocorreu a Revolução Francesa, com intúitos semelhantes, e a partir daí, surge o conceito moderno de cidadania, garantindo a igualdade para todos, assim ricos e pobres, homens e mulheres passaram a participar ativamente das decisões políticas, pelo menos era  essa a intenção.

Injustiça Legalizada: Discriminação pela cidadania

  Em 1791 foi aprovada a primeira Constiuição francesa, estabelecendo regras que distanciam o sentido da palavra CIDADANIA, retornando em Roma, com a distinção entre cidadania e cidadania ativa, não bastando ser pessoa para ser cidadão. Para ser cidadão ativo era necessário ser francês, do sexo masculino, possuir bens imóveis e renda mínima anual elevada, excluindo assim, mulheres, pobres e estrangeiros.
  Já se passaram 200 anos, com muitas vitórias, porém com um caminho ainda longo a ser percorrido para a garantia do sentido real da palavra cidadania.
  Fica claro que a distinção social em todos os momentos históricos da sociedade, seja na questão liberdade da pessoa humana ou na garantia de seus direitos. Para alguns, não bastava ser homem, necessitava-se ter bens e nascer em família nobre, impossibilitando todo o 'resto' da sociedade de um dia chegar ao poder ou ter apenas seus direitos garantidos, o simples orgulho de ser cidadão.
  Muitos anos se passaram e muitas pessoas lutaram e morreram para que hoje sejm assegurados os direitos dos cidadãos e garantida a participação do povo nas decisões políticas e através do sufrágio universal. Contudo as desigualdades sociais ainda existem e limitam a socidade intensamente, seja por privilégios ou benefícios adquiridos no decorrer da vida, que alías é mais fácil para os considerados 'ricos'.
  Moradores de uma favela, não podem ser considerados iguais aos filhos de diplomatas, empresários, quando comparados paralelamente, são visíveis as diferenças sociais, tornando consequentemente bastante previsível o futuro de ambos.
 Todos esses favores nos garante uma única certeza, que ainda hoje em pleno século XXI, ainda não vivemos a concretização da palavra CIDADANIA.

Abaixo segue um vídeo que fiz em relação aos Direitos Humanos, para apresentar em um seminário da faculdade.








A morte de Isabella Nardoni : um grande espetáculo

  Atualmente a mídia só visa o modismo das notícias, ou seja, o que há de novo e lhe trouxer mais espectadores, será o que irão transmitir.Acaba o Big Brother Brasil e a mídia precisa de algo para fazer causar emoção na sociedade, apelando assim para fatos reais, como foi o caso da morte de Isabella Nardoni, uma criança de apenas 5 anos de idade.
  O que importa para o público é o desdobramento de uma situação e não o fato em si, a partir do momento que a notícia se torna trivial, a mídia precisa de algo novo para fazer o seu sensacionalismo. Aconteceu por exemplo com o caso do garoto João Hélio de apenas 6 anos, morto após ser arrastado por várias ruas no Rio de Janeiro, preso ao cinto de segurança, a mídia foi a fundo na história, fazendo assim, com que cada indivíduo se tornasse o árbitro da situação e desse seu verecdito sobre o caso, mas a partir do momento que ocorreu outra morte desastroza, plausível de atenção, e benéfica para os interesseres particulares de concorrencia e disputa, a mídia simplesmente 'abafou' o caso do João Hélio e assim sucessivamente.
  A mídia busca mais ibope, do que mais justiça, manipulando os cidadãos a abrirem seus olhos para os que lhe convêm e a fecharem quando o assunto irá denegrir sua imagem. A mídia, hoje, está mais preocupada com a concorrência que lhe é constante, procurando as melhores notícias, não para agradar e mostrar a verdade a população, mas infelizmente para aumentarem sua audiência e seu próprio lucro.









 
Isabella Nardoni, morreu aos 5 anos de idade


- Mesmo que minhas razões não sejam razões e sim desculpas. Eu só me escondo da verdade. E a verdade é. Estou com medo. Tenho medo que se me permitir ser feliz por um momento, o mundo vai desabar e não sei se vou sobreviver.
 Elena Gilbert


NINA DOBREV atriz que interpreta ELENA GILBERT na série THE VAMPIRE DIARIES.



- "Quero mudar quem sou, ser uma pessoa nova. Alguém sem um passado. Sem a dor [...] Alguém vivo. Não é tão fácil, as coisas ruins continuam com você. E o seguem, não tem como fugir, por mais que queira. Tudo que pode fazer é ficar pronto para o bem. E quando vier, o convide para entrar."
Elena Gilbert


Abaixo segue a Música que marcou minha vida, do sexto episódio da primeira temporada de The Vampire Diaries




Neste final de semana, descobri uma nova série americana, chamada "THE VAMPIRE DIARIES", muito parecida com Twilight, ou será ao contrário ? Boatos afirmam que Twilight não passa de um plágio. The Vampire Diaries também possui sua saga de livros, que foram lançados em 1991, enquanto Twilight foi lançado em 2005, ou seja, caso exista plágio, óbviamente foi da autora Stephenie Meyer (autora de Twilight), e não da escritora Lisa Jane Smith (autora de The Vamipre Diaries).
Bom, se ocorreu plágio ou não, é algo que não vem ao caso no momento, mas garanto que o seriado é incrível, ótima trilha sonora, personagens e cenários, realmente incrível, abaixo segue o trailer extendido da série.



Nesta segunda, tive que apresentar alguns argumentos a favor da ressocialização dos presos, particularmente de um caso específico, resumidamente esse são os dados do caso:

NOME: Jamys Ferreira Lima
APELIDO: Mixirica
DATA DE NASCIMENTO: 1978 – 31 anos
NATURALIDADE: Maranhão
CRIMES: dois homicídios e tráfico de drogas
HOJE TEM UMA PROFISSÃO DENTRO DA CADEIA, CONSTITUIU UMA FAMÍLIA, E SE SENTE UM CIDADÃO.

Sabemos que é muito difícil defender um caso assim, afinal deixar pessoas como "Jamys" nas ruas, é uma 'faca de dois gumes', ele pode se ressocializar e conviver muito bem em qualquer meio social, como pode se envolver novamente em crimes. Bom segue abaixo o argumento que apresentei, lendo ele, os senhores entenderão um pouco a mais do caso. Antes de analisar o argumento, devemos deixar de lado nosos juizos de valor, e pensar mais como humanos, do que como futuras vítimas.




UM PASSO RUMO A REABILITAÇÃO
 
O primeiro passo para a sua reabilitação é a força de vontade, o “querer ser melhor”, algo que Jamys já tem como certo e meta para sua vida. O que ele fez ou deixou de fazer não vale a pena salientar, afinal ele pagou e paga por isso e não é de forma alguma motivo determinante para não lhe dar uma nova chance. Atualmente, tem uma profissão, habilidades e principalmente uma família.


E o que leva um indivíduo a querer ter uma família? Obviamente é necessário ter a consciência da responsabilidade, do compromisso financeiro e amoroso.

Em algum momento, nos dias de hoje, ficou claro que Jamys não tem essas características? De forma alguma caro júri, muito pelo contrário, alguém que faz o bem e quer o melhor para sua família, que se sente um cidadão não deve e merece a sua ressocialização?

Oportunidades para mudar e ser alguém melhor ele teve na cadeia com o projeto Pintado a Liberdade que, aliás, é muito restrito, afinal só foram sete pessoas escolhidas para trabalhar lá, algo que já prova que Jamys é considerado internamente como alguém que tem responsabilidade e capacidade suficiente para trabalhar em grupo e estar exposto ao meio social. Mas será que ele terá essa mesma oportunidade quando sair da cadeia? Obviamente que não, então o problema não está somente nele, e sim nas oportunidades que deveriam ser fornecidas a ele. Onde está a sociedade e o Estado que tanto condenam, para lhe estender a mão quando Jamys estiver nas ruas, estiver alheio a coisas boas e ruins, sem a certeza de nada, apenas a coragem para tentar, e convenhamos, terá que tentar bastante, afinal todos nós sabemos que a rejeição e a discriminação para ex-presidiários é constante.

Procurando uma resposta para o que acarretou Jamys a entrar no mundo do crime, podemos citar diversas coisas, mas nada com certeza ou exatidão, afinal teríamos que fazer um trabalho psicológico com ele, e averiguar toda sua vida e com todos que ele conviveu. Algo que considero que não seja viável no momento. Agora afirmar que ele já nasceu predestinado ao crime, isso é algo totalmente sem nexo, ter uma vida e pais considerados ‘normais’ não é certeza nenhuma que certo indivíduo será um “bom sujeito” uma pessoa “honrada”, honra, aliás, que se conquista e não se nasce com ela, honra, aliás, que Jamys adquiriu com a certeza que hoje proporciona o bem com o seu trabalho e esforço. Então esse fator não determina nem objetiva coisa alguma, porque se fosse assim, não devíamos ver quase todos os dias nos noticiários, filhos de grandes empresários, desembargadores, com uma família bem estruturada, cometendo crimes de furto ou homicídio, pessoas que tem tudo na vida, mas na cabeça NADA. Não estou querendo justificar nenhum crime cometido pela sociedade menos favorecida, os considerados miseráveis, Sim Miseráveis! Porque não devemos fechar nossos olhos e fingir que a desigualdade da nossa sociedade não esteja num estágio muito além do crítico, algo que como dizia o inglês Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem, temos então um abismo entre os mais pobres e os mais ricos, o que leva a pressupor que boa parte dos crimes cometidos pelos mais pobres são por necessidade, por precisarem alimentar suas famílias, afinal considero que só quem já passou fome na vida, sabe do que é capaz de fazer para suprir o mesmo. Podemos buscar em Karl Marx a teoria perfeita para descrever nossa realidade social, ele dizia que o capitalismo (nosso sistema político monetário) contém o germe da sua própria destruição, que seria uma exploração do povo em busca do lucro para poucos. Ele também previu um colapso do capitalismo que muitos acreditam que nunca ocorrerá, porém podemos afirmar que estamos diante de tal colapso. Consideramos então que o meio foi motivo para o seu ingresso no crime, mas devemos mesmo levar em conta, já que Jamys adequou sua personalidade e sem dúvida para melhor.

A delinqüência sempre revela, através de um comportamento, um duplo fracasso, o fracasso pessoal e principalmente o fracasso do nosso Estado que não propicia ao indivíduo recursos adequados para um desenvolvimento sadio. É certo, que assim como Jamys, todos os outros presidiários irão um dia sair da cadeia, ressocializados ou não. São mais de 8 mil presos, com mais da metade sem o ensino fundamental completo, e o Estado ainda diz que dá educação, emprego e toda assistência necessária, mas sabem quantos que supostamente estudam ou trabalham? 2 mil. E os outros infelizmente não fazem nada, ficam a mercê da chamada ‘escola de bandidos’ e consequentemente saem dos presídios muito piores. Essa é a realidade do Distrito Federal, mas não a realidade de Jamys, que deu o primeiro passo em busca da sua ressocialização e de sua melhora pessoal e profissional.

Desculpem-me o termo, mas a sociedade brasileira é muito preconceituosa e hipócrita. Uma sociedade que, se de um lado faz leis que defendem a igualdade e punem qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais, de outro, marca, para sempre, os infratores. A sociedade luta por vingança e não por justiça.

A sociedade não perdoa os criminosos, querendo usurpar deles um de seus direitos mais vitais, como a educação. Como pode uma pessoa se reintegrar à sociedade se esta mesma não permite? Se não há perdão que haja, ao menos, tolerância da vontade da lei. Igualdade perante e entre todos? Até quando nossas leis serão apenas folhas de papel?

Para finalizar surge a pergunta: De que lado devemos ficar? Eu lhes respondo caros colegas, do lado da justiça e do que é certo, dos direitos humanos, do lado da certeza que uma pessoa tem o direito de ter uma nova chance, de andar nas ruas de cabeça erguida com orgulho de ser cidadão e que proporcionará o melhor para si, para sua família e para a sociedade, que em vez de causar vergonha a sua mulher e seu filho, será presente para dar educação e não deixar acontecer com seu filho o que aconteceu com ele mesmo. Façam um exercício mental, quem dos senhores aqui presentes se estivessem na mesma situação dele não gostaria de ter uma nova chance para recomeçar dignamente a sua vida? Quem dos senhores se fosse mãe, pai, mulher ou filho de Jamys, não iria torcer e acreditar que ele está mudado e pode muito bem conviver socialmente? Poucos aqui tenho certeza, se colocaram nessas situações que citei, afinal julgar pra quem está de fora é fácil, mas só quem está dentro da cadeia por 12 anos, sabe o melhor que pode conquistar com a liberdade, isso é mais que motivo para acreditar na ressocialização de Jamys.